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riscos_e_rabiscos

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Ainda acerca do Natal.

Não é novidade para ninguém que estamos todos a passar por momentos difíceis economicamente, uns mais do que outros é certo, e que isso nos tem feito repensar toda a nossa vida e sempre que temos de gastar alguns cêntimos, somos obrigados a pensar duas vezes.

 

Pois esta altura, a do Natal, tem por hábito ser uma época de grande consumismo, de gastarmos o que tínhamos e o que não tínhamos em presentes. Às vezes até havia uma espécie de despique para ver quem dava ou recebia o presente mais caro, Havia presentes até para o periquito da vizinha só porque sim.

 

Estamos numa Era em que o valor do Dinheiro se sobrepõe ao dos Valores Morais, ao contrário do que devia acontecer nesta altura Natalícia (e sempre!). Creio que o que mais importa, no fundo, é o Amor ao próximo, à Família, a Paz, a Saúde, a Harmonia e a Alegria, por mais que isto pareça um cliché.

 

Fazendo uma análise um pouco mais profunda, penso que este ano não me senti tão triste e deprimida no Natal porque não fui a única a não poder comprar presentes para ninguém. Não é que isto me traga algum contentamento, simplesmente não me senti a única que não o podia fazer. Penso que conseguem entender este sentimento.

 

Constatei também que, muitos de nós, mesmo sem presentes passámos um Natal feliz, rodeados daquilo que realmente importa: o Amor daqueles que nos amam e que nós amamos também. Parece que afinal os presentes, os bens materiais, só têm a importância que nós lhe quisermos dar. Talvez seja uma lição a aprender por todos nós daqui para a frente.

Balanço do meu Natal.

Em primeiro lugar, quero dizer que este Natal não fui assombrada pelo espírito da tristeza e depressão, da angústia e da desolação. Não, desta vez passou-me ao lado. Isto não significa que, na prática, o Natal não tenha sido igual aos outros: sem dinheiro para prendas e um panorama geral igual aos anos.
Mas senti-me feliz por não sentir a angústia profunda e dilacerante que me costumava "atacar".
Como sempre, o Natal foi feito aqui em casa. Na mesa tivémos o bacalhau no forno, o borrego, o polvo e camarões. Quanto aos doces, havia sonhos, filhós, bolo de mel, mousse de chocolate caseira e o doce da minha tia (não sei o nome mas é MA-RA-VI-LHO-SO!). Ah e não faltou a tradicional dor de cabeça da minha mãe e a sua implicância com o meu pai.
Este ano não fiz a minha super árvore de Natal. Afinal estamos em tempos de crise e contenção, por isso fiz uma àrvore de Natal pequerrucha, condizente com as dificuldades que atravessamos.
(o anjo está torto mas é da foto... :P)
Também fiz o meu presépiozinho e, como sou fiel Às tradições, o jumento e o boi estão presente na cena natalícia. Conseguem vê-los? ;)
Aqui está uma foto que comprova que sou generosa e que dispensei o tampo do meu aparador - que é bem grandinho - para colocar tudo o que dizia respeito ao Natal. As prendas é que já eram...
Como o Pai Natal também tem direito a pedir um desejo, deixou-me um bilhetinho a pedir uns biscoitinhos, um chá quentinho e, se pudesse ser, uma companhia. Como os pedidos do Pai Natal são para atender, trouxe-lhe a Mãe Natal para lhe aquecer os pés... Lol! A Mãe Natal é gira que se farta, não é?

Resumo da minha Ausência.

Caras amigas e caros amigos (acredito na possibilidade de algum ser do sexo oposto dar uma vista de olhos ou até me leia secretamente ;P) ainda não foi desta que desapareci, não. E nem será amanhã, o tal dia que resolveram dizer que resolveram determinar que seria o do fim do mundo. Pra mim não vai ser porque eu não quero. Vou ser mais resistente que as baratas (blergh!).

 

Pois não abandonei o blog nem nada que se pareça, simplesmente num estalar de dedos o trabalho foi-se acumulando e o tempo reduzindo. Dei um ar da minha graça apenas no Facebook por razões comerciais e porque sempre é mais fácil publicar uma foto do que escrever um texto. 

 

A culpa da minha ausência foi:

 

- Testes e avaliações dos meus alunos. Já me tinha esquecido de quão fracos são os alunos do público e a confirmação de que, efectivamente, o reflexo da indisciplina dão uma "camada" de testes negativos.

 

- Vários trabalhos que me pediram para fazer - para prendas de Natal e não só! - e que eu adorei executar. Farei um post especial para vos mostrar pois alguns ainda não chegaram aos donos e, por isso, são top secret!

 

- Resmas de reuniões de avaliação. Daquelas que se fala, fala e não se diz nada!

 

- Uma formação obrigatória promovida pela minha CÂmara Municipal. Não aprendi nada de novo, mais uma vez.

 

- O meu príncipe encantado sstar de férias aqui comigo. Regressei ao modo Dona de Casa e aos afazeres inerentes.

 

- A preocupação do estado de saúde do meu tio/padrinho que parece estar por um fio.

 

Fica aqui a promessa de voltar a este meu cantinho com regularidade novamente. Já sabem como sou... às vezes "calo-me" mas não desapareço! :)

 

É nisto que me transformo à segunda-feira...

Bitch, a real bitch! Aliás não me tranformo, transformam-me. Esta turma consegue tirar-me do sério. Insolência, má-educação e má formação não combinam comigo. Falta de respeito e rebaldaria, ainda muito menos. 
Às segunda-feiras não sou professora de inglês, sou gestora de conflitos, sou um saco de boxe, sou uma coisa qualquer que vai para aquela sal de aula tentar dar aulas, escrever qualquer coisa no quadro, fazer o pino para os meninos se acalmarem e prestarem atenção.
Sou a palhaça de serviço, é o que é. A professora titular nem se dá ao trabalho de se zangar com os miúdos e nem de flar com os pais, daí esta situação não passar da cepa torta.
À segunda-feira sou uma bitch (cabra) e não gosto nada... :(((

E a minha vida tem sido assim.

Tem sido uma vida de maluca, sem parar. Já vos tinha dito isto e esta semana que vem vai ser igual. Ou pior! 

 

E com este desabafo não me estou a queixar, pelo contrário. Tenho é pena que o tempo não renda nada, que voe sem eu dar por isso. Se o ano passado só trabalhava três dias por semana, este ano trabalho todos os dias, o que me deixa menos tempo disponível.

 

Este fim de semana estive sozinha, pelo que aproveitei para fazer umas costuras (que depois vos mostrarei) e para corrigir testes. Esta é que é a parte pior

 

Por este motivo é que teho estado caladinha aqui no meu "piqueno" blog e também nos vossos... Mas não me esqueci de vocês! :)

 

Para compensar esta minha falha, partilho com vocês uma foto minha. Adivinhem lá qual delas sou eu... ;)

 

São Pedro... menos, está bem?!?

Cheguei a casa mais encharcada do que se tivesse caído dentro de uma piscina com roupa e tudo. Para dizer a verdade, acho que a única parte seca em mim era o meu soutien... mas posso estar enganada.

 

Já saí de casa a chover mas quando terminei as aulas estava a cair um rio, em vez de estar a chover. Só o facto de sair da sala, sair da escola e atravessar a estrada para chegar à paragem - que são distâncias bem curtas - foi o suficiente para ficar que nem uma pinta.

 

Tive a sorte e um autocarro andar atrasado e, por isso, conseguir chegar a casa um bocadinho mais cedo. Ao chegar aqui à zona onde moro, pude comprovar uma conclusão a que já tinha chegado anteriormente: Não é boa ideia subir ruas quando chove muito! A sensação é a de remar contra a corrente, a água salta pra cima de nós, ficamos com as calças mais pesadas dez quilos por estarem cada vez mais molhadas, e até as nossas botas decidem não colaborar e darem o berro! Resultado da batalha final: um par de botas para irem para o lixo porque a sola abriu-se e pareciam estar a rir-se e uns litros valentes de água absorvidas involuntariamente.

 

Conselho de amiga: sempre que estiver assim o tempo... não andem na rua! Refugiem-se em casa na companhia de um bom livro, ou de uma bela série de TV, ou de umas agulhas de tricot e lã e entretenham-se até o mau tempo passar!

 

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